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Por que falar de relações étnico-raciais na infância?

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POR QUE FALAR DE RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA INFÂNCIA?
- As crianças não nascem com ideias prontas sobre as diferenças!
- Elas aprendem a partir das relações que estabelecem com o mundo ao seu redor.
- Por isso, a infância é um momento fundamental na construção de formas de ver, compreender e se relacionar com o outro.
- A escola, como espaço de convivência e formação, tem um papel importante nesse processo. É ali que muitas dessas percepções ganham forma, podendo contribuir para relações mais respeitosas, sensíveis e abertas à diversidade.

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MAS AFINAL, O QUE SÃO RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS?
- Relações étnico-raciais dizem respeito às formas como as pessoas se percebem e se relacionam em sociedade a partir de construções sociais e culturais ligadas à raça e à etnia.
- Esse conceito atravessa o nosso cotidiano e influencia o modos de convivência, reconhecimento e pertencimento.
E NA PRÁTICA, O QUE ISSO SIGNIFICA?
- A diversidade não é exceção!
- Desde cedo, as crianças percebem diferenças e constroem sentidos sobre elas.
- A escola tem um papel importante na forma como essas diferenças são vivenciadas e compreendidas, mediando a experiência das crianças com o mundo, contribuindo para a construção da identidade, da pertença e de relações mais respeitosas entre as pessoas. Além de trabalhar na prevenção de preconceitos desde a infância, valorizando as diferentes histórias e culturas.

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EDUCAÇÃO INCLUSIVA É DIREITO E DEVER!
- Uma série de leis e diretrizes nacionais discorrem acerca da educação inclusiva étnico-racial, dentre elas destacam-se a Lei 10.639/2003 (ensino da história afro-brasileira), alterada pela Lei 11.645/2008 (inclusão da história indígena), e o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), além da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012).
- Iniciativas como ações afirmativas e projetos educativos buscam ampliar o acesso, promover equidade e garantir que todas as crianças tenham oportunidades de aprender e se desenvolver em um ambiente acolhedor e diverso.
- INCLUSÃO É DEVER DE TODOS!
- Somos diversos, então todos os lugares devem ser!
- “Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista.” (Angela Davis)
Realização: Projeto Educação Inclusiva: saberes e práticas para promoção da equidade e acessibilidade na educação infantil.
Folder produzido por Ana Carolina Romani.
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Não nascemos capacitistas, aprendemos a ser!

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NÃO NASCEMOS CAPACITISTAS, APRENDEMOS A SER.
Preconceito e discriminação são adquiridos socialmente, por isso, diariamente temos o dever e a responsabilidade de educar crianças para serem anticapacitistas. A pergunta que fica é: como fazer isso? Então, aqui vão algumas sugestões para pôr em prática com as crianças:
1: NÃO SILENCIE!
Conversar abertamente sobre situações que aconteceram, explicar sem desvios e não vitimizar e, ao mesmo tempo, não reduzir a situação à deficiência, é um ótimo começo para a não-desumanização da pessoa.
2: ESTIMULE A CURIOSIDADE COLETIVA.
Crianças são naturalmente curiosas sobre o que observam ao seu redor. Desse modo, quando elas fizerem perguntas do tipo: “Você nasceu assim?” ou “Por que você não anda?”, estimule-as a desenvolver uma curiosidade crítica em torno de perguntas sobre como também podem se relacionar com a pessoa/criança, tais como: “Você consegue acessar todos os espaços da escola?” ou “Como posso me comunicar com você?”.
3: UM CONTATO PARA ALÉM DA ESCOLA.
Promover a relação entre crianças com e sem deficiência a ajuda a olhá-la para quem ela é: o que gosta, como brinca, como se relaciona, como se comunica, de modo que a deficiência não define quem é esta criança. Além disso, o contato com histórias, livros ou filmes com pessoas com deficiência também são importantes, quando focam na sua potência.
4: ESCOLAS INCLUSIVAS.
Valorizar e defender a escola inclusiva entendendo que a inclusão se faz com a participação de toda comunidade escolar, são práticas que também compõem uma educação anticapacitista. Não existe um profissional da educação inclusiva ou o aluno da “inclusão” e, sim, uma escola inteira que se beneficia com a inclusão de todes.

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O QUE É CAPACITISMO?
Capacitismo é um preconceito que tem como base comparar e definir as pessoas por sua capacidade, e esse preconceito está interligado com o ato de discriminar pessoas com deficiência.
O anticapacitismo deve ser uma luta de toda a sociedade, mas sempre trazendo como protagonistas as pessoas com deficiência.
Termos sendo excluídos:
- “Portadores de Necessidades Especiais” (PNE) está incorreto pois a deficiência não é algo que se porta, mas que faz parte de uma existência e que não pode ser simplesmente retirado. Além de que a deficiência é apenas uma das características da pessoa com deficiência. Dessa forma, não tendo “necessidades especiais” ou sendo “especial” apenas por suas condições.
- “Incapacitado ou deficiente” são termos incorretos, pois a deficiência de uma pessoa não a incapacita ou a impede de contribuir para a sociedade. Quanto utilizamos o termo deficiente, limitamos a pessoa apenas à sua deficiência, o que é incorreto, já que somos pessoas, acima de tudo. O termo correto a se referir é Pessoa com Deficiência (PcD).
- Use os termos em sua forma gramatical correta. Não use palavras no diminutivo quando falar ou referir-se a pessoas com deficiência, pois assim, infantiliza a pessoa e reduz sua capacidade.
Panfleto idealizado por Araís Bernardo e Luz Cidade.
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Mostra de Curta Metragem: O Recomeço do Mundo [Vãn txiká og to gó tog te anh ke vã] – Abril Indígena 23/04/2026
O Projeto de Extensão “Educação inclusiva no NDI” convida a comunidade interna do NDI e a comunidade externa para a exibição de um curta metragem, como parte da programação do “Abril indígena” na UFSC.Público Alvo: Comunidade interna do NDI e comunidade externa.
Dia 23/04 (quinta-feira)
Horários:
– Manhã – 11h15
– Tarde -17h
Local: Auditório do NDISinopse: Na Terra Indígena Laklãnõ Xokleng, algo curioso acontece: crianças, após serem picadas por uma formiga, misteriosamente viram zumbis e deixam de brincar.
Nesse cenário inquietante, uma menina decide buscar respostas. Conversando com a curandeira ela descobre a possibilidade de reverter esse encantamento por meio de uma poção especial que faz as crianças voltarem a brincar livremente e se divertirem na natureza.Direção Rita Oenning da Silva e Kurt Shaw – produção da Flor do Vento e Usina da Imaginação – com a participação das crianças indígenas Laklãnõ tanto na filmagem quanto na atuação.
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Contação de História: “A origem do beija-flor” – Abril Indígena 23/04/2026
O Projeto de Extensão “Educação inclusiva no NDI” convida os grupo de crianças e adultos do NDI para a contação de história “A Origem do Beija-Flor”, como parte da programação do “Abril indígena” na UFSC.Dia 23/04 (quinta-feira)
Horários:
– Manhã – 11h
– Tarde – 16h45
Local: Auditório do NDI
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